Órtese: Para que serve e quais são suas vantagens ?

Saiba quais são os tipos de órtese, para que servem e como são usadas para ajudar em diferentes situações

O nome órtese pode ser pouco comum a você, mas provavelmente já tenha ouvido e mesmo usado, mesmo que por outras denominações. Entre os nomes mais triviais para identificar esse acessório estão palmilhas ortopédicas, tutores, joelheiras, coletes, munhequeiras, calcanheiras, aparelhos dentários ortodônticos, entre outros.

Todos eles são considerados dispositivos que possuem a função de ajudar as pessoas com alguma deficiência a se reabilitarem. Esses acessórios também servem para dar suporte seja momentâneo ou não, a indivíduos que estejam com os seus movimentos prejudicados ou restringidos.

Para entender melhor a definição de órtese, é possível compará-la à prótese, com a diferença que a primeira é colocada junto ao corpo para modificar as características de músculos e do esqueleto, enquanto a segunda substitui uma parte do corpo.

Assim, o uso da órtese é externo e pode oferecer uma vantagem mecânica ou ortopédica ao paciente. Dessa forma, pode somente prevenir deformidades ou mesmo alinhar e até corrigir deformidades, bem como melhorar as partes do corpo que receberem o acessório.

Tipos de órtese e como escolher

Existe uma grande variedade desses dispositivos, sendo que alguns deles estão prontos para o uso, enquanto outros precisam ser adaptados ou mesmo serem produzidos de forma personalizada a quem
precisa.

Por isso, ao necessitar de uma órtese, o mais indicado é que se busque a ajuda de um profissional, sendo que o especialista vai depender do local onde há o problema a ser resolvido. Além disso, se a pessoa começa a usar um dispositivo errado ou de forma equivocada, ao invés de melhorar, o seu tratamento pode sofrer um retrocesso.

Já que as órteses são usadas em diferentes situações, existem os modelos que também possuem a função de imobilizar uma parte do corpo, enquanto o paciente está em repouso, além dos tipos que servem para ajudar a executar uma atividade que não é realizada em decorrência de uma deformidade.

Já na hora de escolher o melhor tipo de órtese para o problema que o indivíduo apresenta, o profissional responsável deve levar em conta o material, a praticidade e o manuseio do dispositivo.
Curiosamente, as órteses existem desde a antiguidade.

Essa evidência tem origem, principalmente, do fato de que Hipócrates, considerado o “pai da medicina”, registrou o seu uso, principalmente, no tratamento de fraturas e deslocamentos, bem como de problemas ortopédicos. No entanto, naquela época, acredita-se que as órteses eram fabricadas a partir de materiais como gesso, borracha e couro, quando eram fabricadas de modo artesanal.

Esses dispositivos são classificados de acordo com a sua função, que pode ser:

Protetora: são as órteses que protegem a parte do corpo afetado.

Corretora: dispositivos que ajudam na correção de deformidades do esqueleto. O mais comum é que crianças façam uso deles, corrigindo membros que estão se desenvolvendo.

Funcional: são chamadas também de dinâmicas, por serem flexíveis, embora permitam um movimento limitado.

Estabilizadora: tem o objetivo de manter uma posição, impedindo movimentos que devem ser evitados. Por isso, é útil em casos de correção de pé equino, além de dores e fraturas.

Posted in:

Comentários no Facebook